Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

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27 de janeiro de 2009

Mimetismo: Como comer ou não ser comido (I)






Mimetismo, camuflagem, métodos utilizados pelos animais para se confundir com o meio à volta. 

São varias as maneiras de proceder: Mudanças de cor,  aspecto físico especial, ou até atitudes. Também são vários os motivos que os levam a isto: Como defesa dos predadores, e exactamente ao contrario por parte de alguns predadores. 

Mas a intenção é sempre a mesma: Não serem descobertos.

Apresentamos neste primeiro post alguns exemplos, proximamente virão mais. 

A louva-deus (Mantis religiosa) das orquídeas e o mocho são bons exemplos de predadores escondidos, o insecto folha e o pintainho é exactamente o contrario, escondem-se como defesa.

22 de janeiro de 2009

O compsógnato, o bípede mais rápido

O compsógnato (Compsognathus longipes, do latim "queixo bonito") foi um dinossauro 
terópode que viveu no fim do Jurássico no que é hoje a Europa. Os seus primeiros fósseis
foram descobertos na Alemanha, no ano de 1850 nos calcários da Formação Solnhofen, a mesma que continha o arqueopterix. O compsógnato media cerca de 74 centímetros de comprimento e pesava em torno de três quilogramas, sendo até hoje um dos menores dinossauros já encontrados. Apesar de seu tamanho, era um carnívoro como os restantes terópodes e alimentava-se de insectos e outros pequenos animais.

Foram descobertos em Portugal dentes atribuídos a este género.

Científicos de varias universidades chegaram à conclusão de que o compsognathus, dinossauro semelhante a um lagarto grande, poderia ter atingido 100 metros em tão só seis segundos, passando a ser o bípede mais rápido da historia.

O dinossauro bípede conhecido mais rápido era o velociraptor, que atingia até 38,6 quilómetros/hora. A contemporânea avestruz atinge las 56,3 quilómetros/hora, superando ao velociraptor

O compsógnato teria, no entanto, atingido até 64 quilómetros/hora, segundo um modelo informático, no que os científicos que participaram neste estudo introduziram dados do esqueleto e dos músculos deste animal. Através dos seus cálculos, concluíram que os dados eram efectivamente plausíveis e que a hipótese de que este dinossauro foi o bípede mais rápido de historia era verificável.

Mais uma vez a ciência e a informática trabalham em conjunto permitindo olhar para o passado desde um ponto de vista objectivo. Parece que afinal já não se verifica o filme Jurassic Park.

18 de janeiro de 2009

Tubarão Touro

tubarão-touro (Carcharias leucas), também conhecido como tubarão cabeça-chata, é a única espécie de tubarão que é capaz de nadar em águas doces (rios), pelo que é considerado muito perigoso.

Normalmente come peixes, incluindo outros tubarões (come até tubarões da mesma espécie) e arraias, tartarugas marinhas, pássaros, golfinhos, e praticamente qualquer animal que apanhe (não é nada esquisito).

São encontrados perto de costas das praias , mas podem viver por um tempo em rios e lagoas , já foi encontrado um 3000 km acima no rio Mississipi, e a 4000 km acima do rio Amazonas. Vivem numa profundidade de entre 30 m ou até menos de 1 m.

O tubarão-touro é conhecido por seu atípico comportamento de ataque. Ele tem esse nome em parte devido à persistência de seu ataque circulando-o, atacando-o novamente e repetindo o padrão. São extremamente agressivos.

São vivíparos e nascem mais ou menos 13 indivíduos, após um ano de gestação, e normalmente em baías e em bocas de rios. Crescem até 3 a 3,5 metros e vivem até 14 anos.

17 de janeiro de 2009

Tartarugas e Salmões - Como voltam a casa?

 Há mais de um século que os científicos andam atrás do mistério de como alguns animais marinhos encontram o caminho de volta a casa para a reprodução depois de ter emigrado milhares de quilómetros pelo mar. Finalmente, uns biólogos marinhos da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill acreditam ter esclarecido este facto.

Desde o seu nascimento, salmões e tartarugas marinhas são capazes de ler o campo magnético da sua área natal e guardar a memória permanente do mesmo, segundo a nova teoria.
O campo magnético da Terra muda de maneira previsível através da Terra toda, tendo cada região oceânica una marca magnética ligeiramente diferente. Ao conhecer o "endereço magnético" exclusivo da sua região natal e lembra-lo, os animais podem ser capazes de diferenciar este lugar dos outros, quando já são adultos e estão preparados para voltar, anos depois, segundo propõem os autores da nova investigação.

Estudos anteriores demonstraram que os salmões e tartarugas marinhas jovens podem detectar o campo magnético da Terra quando nadam durante a sua primeira viajem migratória desde o seu lar natal até as distantes regiões onde passarão os seus primeiros anos de vida.

O novo estudo apresenta uma possível explicação ao desenvolvimento das capacidades de navegação mais difíceis das que se servem os animais adultos que voltam para reproduzir-se à mesma zona na que começaram a viver.

Segundo os autores do trabalho, o instinto de voltar ao lugar de nascimento e a habilidade para realizar esse facto podem ser explicados pela ideia de que os animais aprendem a marca magnética exclusiva do seu lar natal ainda muito jovens, e lembram-se sempre dessa informação.

Kenneth Lohmann, professor de biologia na Universidade de Califórnia em Chapel Hill, e os seus colaboradores, esperam que o seu estudo estimule o debate na comunidade científica, e que com o tempo esse debate leve a pensar em maneiras de pôr a prova estas ideias e aprofundar nelas.

Informação adicional em: Scitech News

16 de janeiro de 2009

Ciência às Cores - Apresentação

Curiosidades, coisas estranhas, novidades, tentarei procurar coisas deste género para pôr aqui.
Podem contribuir sempre que o desejarem.

Só como exemplo, este animal, almiquí paradoxal (Solenodon paradoxus), exclusivo da República Dominicana, muito raro e em perigo de extinção, é um pequeno mamífero nocturno e venenoso, com essa cara que podem apreciar. Foi recentemente e pela primeira vez filmado, no verão de 2008, por uma expedição de um mês à República Dominicana chefiada por investigadores do Durrell Wildlife Conservation Trust do Reino Unido e a Sociedad Ornitológica de La Hispaniola.