Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

19 de janeiro de 2009

Hyperion - A lua esponja


Hyperion

O que podes ver na imagem não é uma esponja, nem é um coral, é Hyperion, o misterioso satélite de Saturno que obriga a andar à roda às cabeças de muitos científicos da NASA que monitorizam a sonda espacial Cassini, que obteve em 2005 algumas fotografias que, mais do que resolver dúvidas, criam outras.

Hyperion é um corpo muito estranho, com textura de esponja, e que continua a guardar segredos insondáveis: O que há no fundo das suas crateras? Porquê  gerou crateras com esse formato? O quê que os causou, exactamente? Estas e outras questões continuam a tentar ser respondidas pelas análises do sonda Cassini, que continua a investiga-lo.

A fotografia a seguir foi publicada recentemente pela NASA, mas data de 2005. Pôde-se apreciar o aspecto de esponja da lua de Saturno, com muito mais pormenor.

Hyperion captado pela sonda Cassini.

Hyperion tem uma órbita elíptica arredor de Saturno tem 250 km de diâmetro y possui uma densidade tão extraordinariamente baixa que se acredita que poderia ter cavernas no seu interior.

Este artigo baseia-se neste.


18 de janeiro de 2009

Tubarão Touro

tubarão-touro (Carcharias leucas), também conhecido como tubarão cabeça-chata, é a única espécie de tubarão que é capaz de nadar em águas doces (rios), pelo que é considerado muito perigoso.

Normalmente come peixes, incluindo outros tubarões (come até tubarões da mesma espécie) e arraias, tartarugas marinhas, pássaros, golfinhos, e praticamente qualquer animal que apanhe (não é nada esquisito).

São encontrados perto de costas das praias , mas podem viver por um tempo em rios e lagoas , já foi encontrado um 3000 km acima no rio Mississipi, e a 4000 km acima do rio Amazonas. Vivem numa profundidade de entre 30 m ou até menos de 1 m.

O tubarão-touro é conhecido por seu atípico comportamento de ataque. Ele tem esse nome em parte devido à persistência de seu ataque circulando-o, atacando-o novamente e repetindo o padrão. São extremamente agressivos.

São vivíparos e nascem mais ou menos 13 indivíduos, após um ano de gestação, e normalmente em baías e em bocas de rios. Crescem até 3 a 3,5 metros e vivem até 14 anos.

17 de janeiro de 2009

Tartarugas e Salmões - Como voltam a casa?

 Há mais de um século que os científicos andam atrás do mistério de como alguns animais marinhos encontram o caminho de volta a casa para a reprodução depois de ter emigrado milhares de quilómetros pelo mar. Finalmente, uns biólogos marinhos da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill acreditam ter esclarecido este facto.

Desde o seu nascimento, salmões e tartarugas marinhas são capazes de ler o campo magnético da sua área natal e guardar a memória permanente do mesmo, segundo a nova teoria.
O campo magnético da Terra muda de maneira previsível através da Terra toda, tendo cada região oceânica una marca magnética ligeiramente diferente. Ao conhecer o "endereço magnético" exclusivo da sua região natal e lembra-lo, os animais podem ser capazes de diferenciar este lugar dos outros, quando já são adultos e estão preparados para voltar, anos depois, segundo propõem os autores da nova investigação.

Estudos anteriores demonstraram que os salmões e tartarugas marinhas jovens podem detectar o campo magnético da Terra quando nadam durante a sua primeira viajem migratória desde o seu lar natal até as distantes regiões onde passarão os seus primeiros anos de vida.

O novo estudo apresenta uma possível explicação ao desenvolvimento das capacidades de navegação mais difíceis das que se servem os animais adultos que voltam para reproduzir-se à mesma zona na que começaram a viver.

Segundo os autores do trabalho, o instinto de voltar ao lugar de nascimento e a habilidade para realizar esse facto podem ser explicados pela ideia de que os animais aprendem a marca magnética exclusiva do seu lar natal ainda muito jovens, e lembram-se sempre dessa informação.

Kenneth Lohmann, professor de biologia na Universidade de Califórnia em Chapel Hill, e os seus colaboradores, esperam que o seu estudo estimule o debate na comunidade científica, e que com o tempo esse debate leve a pensar em maneiras de pôr a prova estas ideias e aprofundar nelas.

Informação adicional em: Scitech News