
Aureus
16 de fevereiro de 2009
Moscas que duplicam a sua vida

12 de fevereiro de 2009
Descobriram novos materiais de vidro metálico
Uma equipa de científicos do Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech) criou um novo género materiais compostos estruturais de vidro metálico, baseados no titânio, mais ligeiros e baratos do que os que eles próprios tinham criado previamente, e que no entanto mantêm a sua dureza e maleabilidade, o que faz com que possam deformar-se sem quebrar-se.No início de 2008, o mesmo grupo de Caltech deu a conhecer novas estratégias para criar ligas que tivessem uma dureza e resistência superiores às de qualquer outro material viável conhecido.
Ainda assim, existiam pontos fracos nas ligas apresentadas nesse estudo. Como foram criadas para utilizar-se na indústria aeroespacial, entre algumas outras aplicações estruturais, precisavam ter densidades muito baixas, para pesar o menos possível. Idealmente deveriam obter ligas com densidades semelhantes às das ligas cristalinas de titânio, qualquer coisa como entre 4,5 e 5 gramas por centímetro cúbico (g/cc). As ligas originais, elaboradas maioritariamente de zircónio, tinham entre 5,6 e 6,4 g/cc, o que vinha a ser um sério problema para a sua utilização em estruturas aeroespaciais.
Então Douglas Hofmann, William Johnson e os seus colegas começaram a experimentar com pequenas mudanças nos componentes dos seus materiais compostos, conseguindo finalmente um grupo de ligas com uma alta percentagem de titânio, mas que mantinham as propriedades das ligas de zircónio antes criadas.
Mesmo baseando-se no titânio, estas ligas exibem as mesmas propriedades impressionantes do que as ligas originais de zircónio. Continuam a ser duras (ou seja, não gretam com facilidade) e continuam a ser maleáveis. Na realidade, são inclusive mais maleáveis do que as ligas que a equipa criou previamente.
Esta nova composição também deu como resultado uma redução no custo, porque o zircónio é um metal mais caro do que o titânio.
10 de fevereiro de 2009
Autocarros na Noruega: Combustível fecal

Em Oslo, na Noruega, trabalha-se a sério nos novos combustíveis e na reciclagem. Até Setembro deste ano, devem entrar em funcionamento 80 autocarros, em fase experimental, movidos por um novo combustível: biometano proveniente de material fecal humano.
Os autocarros terão incorporadas máquinas que transformam o material fecal em gás metano. O metano funcionaria como combustível, fazendo andar o autocarro.
Duas estações de tratamento de esgotos serão modificadas para servirem de posto de abastecimento aos veículos. Em relação aos mesmos, não serão necessárias grandes alterações, para além da incorporação da máquina de obtenção do metano.
A estimativa é que este biometano custaria 0,40 euros menos por litro do que o combustível utilizado actualmente (estimam 0,27 euros/litro do biometano contra 0,67 do diesel utilizado actualmente).
Ainda, a emissão neta de CO2 pela queima do metano é nula (uma vez que o carbono utilizado no combustível provinha da atmosfera e não de combustíveis fósseis). Mas, tendo em conta a electricidade gasta no fabrico do metano a partir do material original, ainda assim a estimativa é de uma "poupança" de 44 toneladas de CO2 por autocarro por ano.
Se tudo correr bem nos testes, os 80 passarão a 400, toda a frota de Oslo, mesmo que para isso tenham que utilizar uma mistura de biometano com biogás proveniente de incineração de restos de cozinhas de restaurantes e de casas particulares (não sabemos se por falta de matéria prima para produzir suficiente biometano).
Ainda, as autoridades pensam que, se tudo correr bem, poderiam modificar também automóveis privados para que utilizassem biometano e biogás (das suas próprias cozinhas e casas de banho?).
Isto é que é poupança ecológica. Mas ninguém falou dos cheiros nos autocarros...
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