Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

22 de fevereiro de 2009

Agricultura no deserto: areia hidrofóbica

Areia hidrofóbica, o milagre das culturas no deserto

Após sete anos de investigação, o engenheiro dos Emiratos Árabes Unidos Fahd Mohammad Saeed Hareb, em colaboração com o científico alemão Helmut F. Schulze, e com a colaboração comercial de Marco Russ, da empresa Flexon Trading Middle East, conseguiram obter uma areia hidrofóbica que poderia transformar os Emiratos Árabes Unidos num oásis.

As culturas no deserto, por causa da extrema aridez do clima, precisam de ser regados meia dúzia de vezes por dia, e ainda a extrema salinidade da areia pode matar as raízes das plantas. 

Esta areia desenvolvida por Materiais Hidrofóbicos DIME, a empresa familiar de Saeed, não só
 impede que a água se filtre ao subsolo, mas também impede o passo ao sal, fazendo com que as culturas sejam mais viáveis, precisando 75% menos de água (uma rega por dia).
 
O procedimento de instalação é muito simples: deve pôr-se uma camada de 10 centímetros de largura desta areia hidrofóbica por baixo do solo cultivável, onde se encontram as raízes das plantas.

Neste momento, a fábrica pode produzir 3.000 toneladas desta areia por dia. A fabricação da areia é na prática o revestimento de cada um dos grãos da areia original (areia normal obtida do deserto) com uma substância que denominaram SP-HFS-1609, desenvolvida com processos nanotecnológicos, e cuja exacta fórmula guardam como secreto comercial.

Já foram realizadas provas com palmeiras e ervas estrangeiras, e mediu-se um aumento de 25% nas raízes das plantas cultivadas sobre esta areia em relação às cultivadas sobre a areia normal.

O governo de Dubai mostra-se interessado, e já disse que pretende passar do 3,7% de solo cultivado actual até um 8% no ano 2015, sempre que todas as provas continuem a obter resposta positiva.

Entre as instituições que estão a experimentar com esta areia, encontra-se a Universidade Al Ain dos EAU, que está a tentar cultivar arroz (planta de solos encharcados) em condiciones desérticas.

Ver mais em Nano Werk 

20 de fevereiro de 2009

O Google não descobriu a Atlântida



Afinal, o Google não descobriu a Atlântida.

Foi publicado hoje no jornal The Sun, com referência em CNET e outros, que um engenheiro aeronáutico, Bernie Bamford, utilizando o Google Earth, na nova versão que inclui os fundos oceânicos, teria descoberto aquilo que parecia ser a Atlântida, submersa no Atlântico a 600 milhas (965 quilómetros) ao oeste das ilhas Canárias.

O primeiro homem a falar desta fantástica civilização foi o filósofo grego Platão (427-347 A.C.), e situou-a a oeste dos pilares de Hércules, portanto pelo menos a direcção é a mesma (estes pilares situam-se no estreito de Gibraltar, e são a saída do Mediterrâneo para o Atlântico, o fim do mar conhecido na época).

Platão conta que a Atlântida se afundou no mar, devido a terríveis tempestades, pouco depois de perder uma guerra com os atenienses, há uns 11.000 ou 12.000 anos.

No entanto, a Google apressou-se a esclarecer, segundo noticia a agência EFE, que aquilo que aparece nas imagens do seu programa são artefactos produzidos pelo próprio processo de obtenção de dados para o programa, ou seja, são impressões deixadas pelos próprios navios que estavam a fotografar o fundo oceânico para o Google Earth.

Bom, sempre nos fica a romântica esperança de que um dia, de uma maneira ou de outra, a Atlântida apareça.

Mas não é desta.



18 de fevereiro de 2009

Vídeo: 600 milhões de anos em 5 minutos

Evolução das espécies. É um tema que podemos achar interessante, fala-se dele, ainda mais agora com os festejos dos 200 anos de Darwin. 

Mas tanto podemos estar a falar de dinossauros como de mamutes ou neandertais. Mas os tempos não são os mesmos. Nos somos uns recém chegados, e quase que nem contamos na evolução. Querem verificar?

Neste vídeo por baixo mostram-se, de maneira bastante didáctica e entretida, 600 milhões de anos de evolução (desde que há animais multicelulares) em 5 minutos.

Até há 350 milhões de anos (Devoniano), nem sequer havia animais na terra, só no mar. Nesta altura surgiram os primeiros anfíbios. 

Passaram mais 50 milhões de anos até aparecerem os primeiros répteis, que demoraram mais 50 milhões até os seus maiores expoentes, os dinossauros, dominarem o mundo. E o fizeram durante 150 milhões de anos, aproximadamente, até desaparecerem há 65 milhões de anos. 

Comparem este número com o seguinte: Os primeiros homínideos surgiram há 2,5 milhões de anos, aproximadamente. E o Homo sapiens, deve ter 200.000 anos na melhor das hipóteses. Vejam o vídeo, vale a pena.



Origem:
Publico.es