Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

2 de março de 2009

Milhão e meio de anos a andar

Pegada escaneada a laser para determinar as dimensões exactas

Descobriram pegadas fossilizadas de hominídeo em camadas sedimentares no sítio arqueológico de Ileret, ao leste do lago Turkana, no Quénia. Não é frequente encontrar este tipo de fósseis, nos que se pode obter dados em relação à estrutura do tecido macio, coisa que não é possível a partir de ossos.

Esta descoberta corresponde à mais antiga evidência de uma anatomia essencialmente semelhante à moderna, e foi realizada por Matthew Bennett, da Universidade Bournemouth, na Inglaterra, junto com outros científicos do Quénia, Estados Unidos e Reino Unido.

Pode-se apreciar nestas pegadas o paralelismo entre os 5 dedos de pé (nos símios, só existe entre quatro deles, estando o quinto, o polegar, separado, dando assim maior eficiência para se segurarem em ramos de árvores). Ainda, as pegadas mostram claramente arcos pronunciados e dedos curtos nos pés, características típicas da postura erecta bípede.

A partir dos tamanhos e características das pegadas, chegaram à conclusão de que as mesmas devem pertencer a algum dos primeiros Homo erectus, sendo que já deviam apresentar as mesmas proporções de tamanhos entre as pernas e os braços do que o homem actual.

O estudo, publicado na revista Science na edição de 27 de Fevereiro, explica que as pegadas foram datadas de há 1,5 milhões de anos, e pode ser lido por assinantes da revista em www.sciencemag.org

1 de março de 2009

O peixe psicadélico: uma nova espécie


Peixe psicadélico (Histiophryne psychedelia)

É uma nova espécie de peixe, reconhecida como tal desde há uns dias, que apresenta estas bonitas cores. O seu nome científico é Histiophryne psychedelia, e converteu-se no mais recente membro da família dos peixes sapo, Antennariidae, pequenos peixes com a cabeça grande e uma fina e comprida antena com a ponta com aspecto de mosca ou insecto, com a que atraem às suas presas.

Esta espécie foi descoberta no Oceano Indico, em 2008, na ilha de Ambon (Indonésia), e após o estudo do seu DNA na Universidade de Washington, os científicos concluíram que era mesmo uma nova espécie, e a baptizaram com este espectacular, mas apropriado, nome.

As suas cores são mesmo chocantes, com riscos concêntricos vermelhos, brancos e cor-de-laranja. Mas o seu nome não só provém das cores, também da sua maneira de se deslocar: Enche a boca de água e expulsa-a num jacto pelas brânquias, conseguindo assim locomover-se.

Há outros muitos interessantes e bonitos membros desta família, como podem apreciar em frogfish.

Mas, se pretenderem ver em acção este maravilhoso peixe psicadélico, vejam estes vídeos, de seguro que lhes apaixonam.

28 de fevereiro de 2009

Órion, a fábrica das estrelas


Nebulosa de Órion (42 do catálogo Messier, ou M42)

Poucas vistas cósmicas podem excitar tanto a imaginação como a Nebulosa de Órion, ou M42, como também é conhecida. A massa incandescente de gás da nebulosa envolve muitas estrelas jovens no centro de uma imensa nuvem molecular interestelar, somente a 1.500 anos luz de distancia da Terra.

Converte-se assim na mais próxima das grandes regiões de formação de novas estrelas, e ainda, como tem tantas estrelas muito energéticas, estas dispersaram as nuvens de gás e de pó que, se não fosse este o caso, impedir-nos-iam poder observá-las.

Oferece-nos portanto a possibilidade de uma aproximação a uma grande variedade de estados e fases diferentes na criação e evolução das estrelas.

Esta imagem, a de maior resolução até ao momento (
façam clique na imagem para aprecia-la melhor) foi obtida pelo telescópio Hubble, de 2,2 metros de diâmetro, instalado no observatório de La Silla, em Chile, dependente do ESO (European Southern Observatory), e podem-se apreciar nela 3.000 estrelas, aproximadamente.

Ver mais na
NASA