Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

22 de junho de 2009

O ser vivo mais velho: Bactéria com 120.000 anos


A bactéria viveu aquí, na Gronelândia, durante 120.000 anos, a 3 Km. de profundidade

Um grupo de científicos da Universidade Estatal de Pennsylvania encontraram una bactéria viva, sepultada a três quilómetros de profundidade no gelo, num glaciar da Gronelândia, desde há 120.000 anos.

A bactéria, pertencente a uma nova espécie, à que chamaram Herminiimonas glacei é minúscula (0,043 micrómetros cúbicos, umas 50 vezes mais pequena do que a nossa conhecida bactéria intestinal Escherichia coli), tecnicamente é uma ultra-micro-bactéria, e o seu tamanho, junto com a sua capacidade de viver em ambientes com muito pouco oxigénio, a sua alta resistência ao frio, e a sua capacidade de diminuir notavelmente o seu metabolismo quando há poucos nutrientes, permitiram-lhe sobreviver neste ambiente durante este tempo, mesmo com todas as suas funções vitais reduzidas ao mínimo e processando-se terrivelmente devagar.

Os investigadores acham que a bactéria só se reproduzia cada algumas centenas ou inclusive milhares de anos, mas, depois de a manter primeiro seis meses a 2 graus e depois mais de 4 meses a 5 graus, começou a reproduzir-se mais rapidamente, formando colónias. E, aumentando a temperatura até os 18 graus, a bactéria sobreviveu e manteve a sua actividade, o que indica que pode viver em ambientes bem diferentes daquele em que a encontraram.

Este descobrimento ganha maior importância quando temos em conta que as condições nas que vivia são relativamente semelhantes às que se podem encontrar nos pólos de Marte, ou no oceano congelado de Europa (satélite de Júpiter), fazendo com que as especulações sobre encontrar vida fora da Terra tenham ganho um novo argumento.


Ver mais no DN Ciência

19 de junho de 2009

Os bebés mais esquisitos:


Bebé de macaco de cauda cortada

Mais uma vez agradeço a Ojo Científico, neste caso o descobrimento de um site espectacular, environmental graffiti, do que, neste caso, trago estas excepcionais fotografias. Podemos gostar ou não, uns parecem-nos muito fofos e outros tal vez horríveis (para o nosso gosto). Mas todos eles representam de alguma maneira o futuro, são as novas gerações de alguns animais. Divirtam-se.

Bebés de sagui pigmeu
Um bebé de castor
Um texuguinho
Um morcego bebé
O lindo e simpático bebé de aye-aye
Uns ouricinhos
Uma toupeira rescém nascida
Uns mini - ornitorrincos
uma equidna "minúscula"
Um bebé de canguru
Um corcodilo saindo do ovo
Um bebé de orangotango
E, para acabar, um vídeo de focas bebé:

Riversimple Hydrogen: Carro eléctrico a hidrogénio e open source


Riversimple Hydrogen: Eléctrico, a hidrogénio, e open source

A empresa britânica Riversimple Default.aspx apresentou recentemente em Londres um novo veículo eléctrico com propulsão a hidrogénio, o Riversimple Hydrogen, ligando-o a um outro conceito ainda mais inovador: será "de código aberto". Ou seja, todos os pormenores do projecto serão doados à organização sem ânimo de lucro 40 Fires Foundation, e serão publicados na Internet, de maneira a que qualquer pequena empresa possa fabricar a sua própria versão introduzindo as melhoras ou alterações que julgue convenientes.

A ideia é que compartindo estas alterações que possam ir aparecendo pelos vários lugares, se consiga melhorar bastante o carro em pouco tempo, para além de que localmente poderão ser adaptadas versões específicas, com peças ou materiais locais. Seria como o Linux dos carros, qualquer fabricante poderá descarregar o projecto da Internet e produzi-lo, sem pagar nada por isso.

O modelo agora apresentado atinge os 80 Km/hora, e tem uma autonomia de 322 quilómetros para um depósito de uma quilograma, que contem uns 3 litros de hidrogénio (ou seja, apresenta um consumo aproximado de 106 quilómetros por litro). Está construído com materiais leves, apresentando um peso de somente 350 quilogramas.

A aceleração é de 0 a 50 quilómetros / hora em 5,5 segundos, graças a um sistema de células de combustível de 6 KW, da Horizon Fuel Cell Technologies, que utiliza ultra-condensadores e que recupera o 60% da energia dispendida na travagem, alimentando motores eléctricos em cada uma das 4 rodas. Os ultra-condensadores armazenam uma grande quantidade de energia eléctrica, que conseguem libertar quase instantaneamente, para produzir a aceleração necessária.

A previsão é de que o carro seja comercializado a partir de 2013, mesmo que o que ainda está em falta (e pretendem conseguir cidade a cidade, em cada uma das que fabriquem e comercializem o carro) é conseguir uma infra-estrutura suficiente para o fornecimento de combustível.

A empresa Riversimple foi fundada em 1999 pelo ex-piloto de corridas Hugo Spowers, e é apoiada pela Porsche.

Podem ver uma apresentação no vídeo a continuação:



Ver mais em The guardian ou na BBC.