Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

23 de setembro de 2009

Rebuçado de alforreca gigante


Echizen Kurage (Nemopilema nomurai), a alforreca para fazer rebuçados



Japão tem há alguns anos um problema com uma espécie de alforrecas, a alforreca de Nomura, ou, como lhe chamam os japoneses, echizen kurage (Nemopilema nomurai). Esta alforreca é uma das maiores do mundo, pode chegar a pesar 200 quilos e medir mais de 2 metros de diâmetro, e ultimamente converteu-se num verdadeiro problema para os pescadores japoneses, ao aparecer em grandes quantidades nas redes de pesca, contaminando os peixes com as toxinas dos seus tentáculos.




Entre as medidas tomadas para paliar esta praga, destaca a ideia de alguns estudantes do Instituto das Pescas de Obama (cidade do Japão) (o site está em japonês, mas quem perceba e queira ir ver...). Estes estudantes desenvolveram um rebuçado a partir destas alforrecas: Açúcar, amido e pó de alforreca, obtido de cozinhar as alforrecas até obter uma pasta espessa, que secam e moem. Segundo dizem, apresenta um sabor doce e salgado em simultâneo.


Para obter os primeiros rebuçados, utilizaram as echizen kurage que ficaram retidas nas redes dos pescadores da baía de Wakasa, na zona de Fukui, uma das mais afectadas pela praga.



E, como alguém tem de os comer, não há melhor do que procurar a quem não tem alternativas: Ofereceram-os à Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA), para que os incluam como aperitivo nos menus dos astronautas. A proposta pareceu-lhe curiosa à agência, e decidiu enviar um representante ao instituto para avaliar os rebuçados.


Talvez cheguemos ainda a ver que as alforrecas passam de praga a espécie protegida, se os rebuçados têm muito êxito.


Visto em Muy Interesante e no Tentáculo cor-de-rosa

21 de setembro de 2009

Calçado Vegan: Sapatos sem sangue


Exemplos de sapatos NAE (No Animal Exploitation) - Vegan



Calçado amigo do ambiente, durável, feito com bons materiais, mas... sem utilização na sua construção de nenhum componente animal, só fibras vegetais ou sintéticas.


Há coisas que são moda, outras duram mais, para alguns são um modo de vida, para outros são curiosidades... mas no geral cada vez mais temos mais cuidado com a natureza em todos os seus aspectos. Dentro disto, a consideração dos vegans chega um pouco mais à frente: Não matar animais, não consumir animais, nem como alimento, nem como roupa, e, agora, nem como calçado.


Nesta loja virtual podem-se apreciar sapatos, botas, para homem ou senhora, e com um aspecto bem apetecível, sem ter preços exagerados. Com a diferença de que foram realizados sem componentes animais, e sem recurso a fábricas em que haja exploração humana. Cuidado nos detalhes, até ao pormenor.


Como dizem no próprio site, na sua apresentação: 
Se não encontra nenhuma razão para que milhões de animais sejam mortos por ano para utilização da sua pele, para que espécies de animais estejam em extinção derivado da sua captura, para que a agonia seja a forma de morte de muitos deles, para que manipulem geneticamente algumas raças para fins tão mesquinhos como seja a textura ou cor da pele, para a geração massiva de resíduos orgânicos procedentes da criação de animais em quintas.... em definitivo, se acredita que ter uns sapatos de pele não justifica todo este sofrimento animal, já tem todas as razões necessárias para utilizar calçado ético, calçado vegan.


Vejam no próprio site (no canto superior direito têm bandeirinhas para ler em português, inglês ou espanhol).

20 de setembro de 2009

A mosca que aprende das mais velhas


A mosca da fruta (Drosophila melanogaster) mantém relações sociais de aprendizagem

Segundo uma recente investigação da Universidade de McMaster, no Canadá, a habitual (e chata) mosca da fruta, Drosophila melanogaster, tem capacidades de aprendizagem social desconhecidas até agora.

O estudo, publicado muito recentemente (o 16/09/2009) na revista Proceedings of the Royal Society B, demonstrou que as moscas fêmeas inexperientes podem aprender das suas companheiras com mais experiência, as moscas da fruta já acasaladas.

Este estudo investigava as raízes evolutivas da aprendizagem social em insectos, e descobriram que as moscas que pela primeira vez iam pôr ovos, se viam ovos já postos por moscas mais experientes em frutas maduras, escolhiam estes mesmos lugares para pôr os seus próprios ovos em vez de procurar novas frutas maduras.

No entanto, quando as fêmeas observadas foram expostas a comida com informação social mais ambígua fornecida pela presença de moscas da fruta virgens, os investigadores não encontraram aprendizagem social como resposta.

Esta investigação sugere que inclusive os insectos habitualmente solitários podem mostrar aprendizagem social, o que põe na mesa a possibilidade de que a aprendizagem mútua possa ter promovido a evolução da socialização entre os insectos como mecanismo de sobrevivência.

Assim, parece que a mosca da fruta é muito mais sofisticada do que se achava.

Este estudo abre ainda novas vias de investigação sobre a evolução e neuro-genética da aprendizagem social.

Lido em Bio-Medicine