Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
Lembrem-se que eu escrevo a estrutura, mas a vida do blog, o movimento, são os vossos comentários. Façam-os. Qualquer coisa que queiram, fico à vossa disposição.

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15 de abril de 2009

A mão de Deus


A mão de Deus (Pulsar PSR B1509-58)

Já tinha escrito um artigo sobre o olho de Deus. Parece que estamos a encontrar partes d´Ele pela Galáxia: neste caso, foi o telescópio espacial Chandra da NASA, o que encontrou a mão de Deus (ou, se preferirem, uma nebulosa criada pelo jovem mas energético pulsar PSR B1509-58).


Nebulosa vista com infravermelhos, raios X e ondas de radio em simultâneo

Esta nebulosa tem todo o aspecto, como podem ver, duma mão azul tentando alcançar uma nuvem vermelha. Até nas cores coincide com o esperado: uma mão azul (divina) tentando agarrar o fogo do Inferno. Só que esta mão tem 150 anos-luz de diâmetro.

As cores apresentadas dependem da energia dos raios X: os mais energéticos aparecem azuis, os intermédios verdes e os de menor energia, vermelhos.

O pulsar é uma estrela de neutrões, pequena e muito densa, que vira muito rapidamente sobre si própria, emitindo tanta energia nas voltas que da lugar a uma nebulosa com estruturas complexas, como esta fotografia de raios X demonstra.

Neste caso, o B1509 (nome abreviado), tem uns 32 quilómetros de diâmetro, enquanto que a nebulosa que cria, como já dissemos, tem 150 anos-luz, o que nos fala da magnitude da energia desprendida pela estrela.

A velocidade de giro estimada do pulsar é de 7 rotações por segundo (a estrela da 7 voltas sobre si própria em cada segundo), e supõem que com isto cria um campo electromagnético que é 1.000.000.000.000 de vezes (1 bilião português ou trilião saxónico de vezes) mais forte do que o da Terra.

O B1509 encontra-se a uns 17.000 anos-luz da Terra.

No vídeo a continuação, também da NASA, observa-se essa zona do espaço com luz infravermelha, luz visível, raios X e ondas de rádio. Podem apreciar os diferentes formatos e colorações dependendo do tipo de observação:



Fonte inicial: El Mundo.


4 de março de 2009

O Olho de Deus vigia-nos desde Aquário


O Olho de Deus

O olho de Deus, assim é como lhe chamam, e sem dúvida existem motivos. Uma pupila brilhante, grande íris azul, com a zona branca à volta, e as pálpebras, cor de carne, por fora. Uma representação quase perfeita. E com um tamanho quase divino, também: mede 2,5 anos-luz de um lado até o outro.

Os astrónomos aficionados chamam-lhe nebulosa Hélix, e é uma nuvem de pó e gás procedente da desintegração de uma pequena estrela. O nosso próprio sistema solar poderá ter una aparência semelhante, de aqui a somente cinco mil milhões de anos. Mas por enquanto não precisamos de nos preocupar.

Esta impressionante imagem foi obtida mais uma vez pelo observatório da ESO (European Southern Observatory) em La Silla, no deserto de Atacama em Chile, e tem suficiente resolução como para que poder apreciar inclusive longínquas galáxias na pupila do olho.

O Olho de Deus encontra-se na constelação de Aquário, a 700 milhões de anos luz de distancia da Terra.



28 de fevereiro de 2009

Órion, a fábrica das estrelas


Nebulosa de Órion (42 do catálogo Messier, ou M42)

Poucas vistas cósmicas podem excitar tanto a imaginação como a Nebulosa de Órion, ou M42, como também é conhecida. A massa incandescente de gás da nebulosa envolve muitas estrelas jovens no centro de uma imensa nuvem molecular interestelar, somente a 1.500 anos luz de distancia da Terra.

Converte-se assim na mais próxima das grandes regiões de formação de novas estrelas, e ainda, como tem tantas estrelas muito energéticas, estas dispersaram as nuvens de gás e de pó que, se não fosse este o caso, impedir-nos-iam poder observá-las.

Oferece-nos portanto a possibilidade de uma aproximação a uma grande variedade de estados e fases diferentes na criação e evolução das estrelas.

Esta imagem, a de maior resolução até ao momento (
façam clique na imagem para aprecia-la melhor) foi obtida pelo telescópio Hubble, de 2,2 metros de diâmetro, instalado no observatório de La Silla, em Chile, dependente do ESO (European Southern Observatory), e podem-se apreciar nela 3.000 estrelas, aproximadamente.

Ver mais na
NASA