Desde o dia 7 até ao 18 de Dezembro, vai haver um debate no que vão participar milhares de peritos e representantes de 192 países, sobre a mudança climática.
Mais uma vez, vai-se tentar determinar até que ponto é grave o problema, talvez se fale de até que ponto tem a ver efectivamente com o ser humano, e vai-se tentar também acordar medidas mais eficazes que as actuais para combater este problema.
Esta cimeira vem precedida de um escândalo, o dos e-mails pirateados e publicados do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), um organismo muito influente e o que mais defende a grande influência da actividade humana no aumento de temperaturas.
Por um lado, não deve ser inocente o aparecimento deste "Climagate", como já lhe chamam, em vésperas da cimeira. Evidentemente há quem, interesseiramente ou não, promove que a mudança climática não tem nada a ver com a actividade humana, ou, inclusive, que não existe tal mudança climática, e para isso apoiam-se nos deturpados dados que tenha podido apresentar o IPCC, deixando entrever que o mesmo devem estar a fazer outros grupos de investigadores.
Por outro, o IPCC demonstrou, desde o meu ponto de vista, a influência que podem chegar a ter os seres humanos e as suas próprias ambições (sejam económicas, sejam de prestigio ou influência) nos dados que finalmente são revelados ao grande público. Parece claro que o IPCC obtinha os dados, e proporcionava os dados ao grande público, demonstrando as suas teorias. Simplesmente, se os dados não as confirmavam, alteravam-os antes de os publicar. E se algum científico não concordava, usavam a sua influência para o ostracizar. É uma pena que sejam científicos, mas é evidente, deixam isso bem obvio, que são antes de mais humanos, com todas as ambições inerentes à sua condição.
Deveríamos todos tentar pensar a partir dos dados proporcionados por diferentes entidades, com posições a favor e contra. E, desde o meu ponto de vista, o resultado é que existe uma mudança climática, que consiste num aquecimento gradual global, que não consigo atribuir na sua totalidade à actividade humana, a pesar de que imagino que a sua influência deve existir. E ainda o excesso de consumo energético, e o excesso de produção de contaminantes (mesmo tendo em conta que o aumento do CO2 na atmosfera, assim como o da temperatura, possa ser positivo para o crescimento das plantas no geral, o que se traduziria em vantagens no geral para os seres vivos), acaba por ser um factor negativo para os seres humanos, que deveríamos pelo menos diminuir se não o conseguir-mos eliminar.
Evidentemente não devemos confundir seres vivos com seres humanos, não somos mais do que uma pequena parcela deles e não sempre compartimos os mesmos objectivos. De facto, provavelmente os compartimos menos vezes das que deveríamos. E não devemos esquecer que não somos, como espécie, mais do que uma pequena anedota no nosso planeta. Pelo menos por enquanto. Se desaparecêssemos não seria o fim do mundo, mas o de uma espécie, que viveu 2 milhões de anos e que se poderia considerar a espécie dominante durante 5.000 anos, com sorte. A comparar com os 65 milhões de anos nos que os dinossauros foram dominantes, não parece que os hominídeos saiam a ganhar.
Mas defendemos a nossa espécie contra todas as outras se fizer falta, como fazem todas as outras espécies. É um comportamento natural. E, portanto, considero que diminuir o nosso consumo energético e a nossa poluição deve ser um aspecto prioritario, porque evidentemente prejudicam-nos como espécie. O aquecimento global também nos prejudica directamente, aconteça por culpa da actividade humana ou geológica, pelo que também devemos combati-lo no que seja possível.
E há outros factores que deveremos levar em conta: Não é o mesmo usar 10 euros de um europeu para produzir energia mais cara mas mais limpa, o que lhe (me) supõe beber umas cervejas a menos no sábado, do que gastar 10 euros de outro indivíduo (da mesma espécie, mas de outro continente e provavelmente de outro hemisfério) para o que representa o ordenado do mês, e possivelmente passar fome.

Estes problemas também existem, e vão pesar nesta cimeira. Tal vez de maneira decisivo.

Escrevi este post como reflexão própria, pelo que, intencionalmente, não incluo links a outras páginas sobre estes temas, que assumo que serão fáceis de encontrar para quem o deseje.
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