Aureus

Com este blog pretendo mostrar os últimos acontecimentos científicos, de maneira a ficarmos à par do que pôde ser feito pelos científicos neste momento, e dos últimos descobrimentos, e ao mesmo tempo oferecer curiosidades, engraçadas ou simplesmente esquisitas, do âmbito da ciência. Isto sempre numa linguagem acessível para todos, sem grandes complicações.
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20 de fevereiro de 2009

O Google não descobriu a Atlântida



Afinal, o Google não descobriu a Atlântida.

Foi publicado hoje no jornal The Sun, com referência em CNET e outros, que um engenheiro aeronáutico, Bernie Bamford, utilizando o Google Earth, na nova versão que inclui os fundos oceânicos, teria descoberto aquilo que parecia ser a Atlântida, submersa no Atlântico a 600 milhas (965 quilómetros) ao oeste das ilhas Canárias.

O primeiro homem a falar desta fantástica civilização foi o filósofo grego Platão (427-347 A.C.), e situou-a a oeste dos pilares de Hércules, portanto pelo menos a direcção é a mesma (estes pilares situam-se no estreito de Gibraltar, e são a saída do Mediterrâneo para o Atlântico, o fim do mar conhecido na época).

Platão conta que a Atlântida se afundou no mar, devido a terríveis tempestades, pouco depois de perder uma guerra com os atenienses, há uns 11.000 ou 12.000 anos.

No entanto, a Google apressou-se a esclarecer, segundo noticia a agência EFE, que aquilo que aparece nas imagens do seu programa são artefactos produzidos pelo próprio processo de obtenção de dados para o programa, ou seja, são impressões deixadas pelos próprios navios que estavam a fotografar o fundo oceânico para o Google Earth.

Bom, sempre nos fica a romântica esperança de que um dia, de uma maneira ou de outra, a Atlântida apareça.

Mas não é desta.



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